Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (2) Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele estava em prisão domiciliar desde o último sábado, mas teve a medida revogada após o STF apontar descumprimento das condições impostas pela Justiça.
Segundo Moraes, Martins teria violado uma das principais cautelares ao registrar atividade em uma rede social, o que é proibido durante o cumprimento da domiciliar. A movimentação identificada ocorreu em um perfil no LinkedIn e foi comunicada ao gabinete do ministro, dando início à apuração.
A defesa do ex-assessor alegou que o acesso teria sido feito por advogados, e não por Martins pessoalmente. No entanto, o relator do caso rejeitou o argumento e afirmou que não há dúvidas de que houve descumprimento da medida judicial. Para Moraes, a conduta demonstra desrespeito às regras impostas pela Corte, o que justifica a decretação da prisão preventiva.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022, mas o processo ainda não transitou em julgado. A prisão domiciliar havia sido concedida como forma de evitar risco de fuga, mas agora foi substituída por detenção em regime fechado.
Após a decisão, Martins foi encaminhado para a Cadeia Pública Hildebrando Souza, em Ponta Grossa, no Paraná. O advogado Jeffrey Chiquini criticou a medida, classificando a prisão como injustificada e afirmou que a defesa vai recorrer.
Com informações da CNN Brasil.