A campanha salarial dos professores da rede estadual em Manaus começou com pressão nas ruas. Em ato público realizado nesta terça-feira (18), em frente à sede do Governo do Amazonas, educadores cobraram a abertura imediata das negociações da data-base 2026, que, segundo a categoria, já está atrasada.
Organizado pelo sindicato dos professores (Asprom Sindical), o movimento reuniu profissionais do magistério que exigem reajuste de 17% — sendo 12% de reposição de perdas inflacionárias acumuladas e 5% de ganho real.
Além da pauta salarial, os docentes também denunciaram problemas estruturais nas escolas e criticaram mudanças na jornada de trabalho, que, segundo a entidade, foram ampliadas sem o correspondente reajuste nos salários. A categoria afirma ainda que há descumprimento de decisão judicial relacionada à carga horária.
Sem avanço nas negociações até o momento, o clima entre os profissionais é de insatisfação crescente. Como resposta, o sindicato convocou uma Assembleia Geral para o próximo dia 25 de março, onde será discutida a possibilidade de decretação de estado de greve.
O movimento coloca pressão direta sobre o governo estadual, que ainda não sinalizou oficialmente quando pretende iniciar o diálogo com a categoria.
Agora, o impasse levanta um cenário possível: a rede estadual pode enfrentar paralisações caso não haja avanço nas negociações nos próximos dias.