A Prefeitura de Manaus determinou a interdição parcial da fábrica da Innova, no Distrito Industrial, após uma avaliação técnica identificar riscos relacionados ao vazamento de monômero de estireno. A medida foi formalizada na tarde desta sexta-feira, 17 de julho, e impede a retomada das atividades da empresa.
O acesso de trabalhadores, prestadores de serviço e demais pessoas não autorizadas também foi suspenso. Apenas profissionais diretamente envolvidos nas operações de segurança, monitoramento e contenção do incidente poderão entrar na unidade industrial.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Comunicação e pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano, a decisão foi baseada em um laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal.
Laudo apontou necessidade de restringir acesso
O relatório técnico recomendou a limitação da circulação de pessoas dentro da área considerada de risco. A interdição foi executada pelo Implurb, responsável pela fiscalização e pela formalização da medida administrativa.
De acordo com o diretor-presidente do instituto, Antonio Peixoto, a entrada permanecerá restrita aos profissionais responsáveis pela eliminação do perigo.
“Essa interdição parcial tem que ser para trabalhadores e demais pessoas da sociedade, sendo permitido o acesso somente para pessoas da segurança para sanar o risco. Enquanto não for sanado esse problema, somente as pessoas de segurança podem agir”, afirmou.
Na prática, a empresa não poderá retomar a produção enquanto as condições de segurança não forem restabelecidas e os órgãos responsáveis não autorizarem a reabertura.
Interdição não tem prazo para terminar
A Prefeitura informou que a restrição permanecerá em vigor até a conclusão das ações de contenção e a eliminação dos riscos identificados dentro da unidade.
Também será necessário que a Innova cumpra todas as exigências técnicas estabelecidas pelos órgãos de fiscalização e apresente condições consideradas seguras para trabalhadores e para a população do entorno.

O secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, afirmou que o acompanhamento da ocorrência continuará sendo realizado de forma permanente.
“Nossa prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores, das equipes envolvidas e da população, mantendo o acompanhamento permanente da situação em conjunto com os demais órgãos que integram o Gabinete de Crise”, declarou.
Empresa já havia sido multada após vazamento
A interdição representa mais uma medida adotada contra a Innova desde o início da ocorrência envolvendo o monômero de estireno, substância utilizada na produção de plásticos, borrachas e outros materiais industriais.
Antes da restrição de acesso, a empresa já havia sido autuada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade. As fiscalizações foram realizadas após a identificação de impactos ambientais e da continuidade dos riscos na unidade.
O Implurb também acompanhava as condições da estrutura para avaliar possíveis medidas relacionadas à segurança da edificação.
Gabinete de Crise acompanha ocorrência
Desde o início do incidente, órgãos municipais e estaduais atuam de forma integrada por meio de um Gabinete de Crise.
A estrutura reúne representantes das áreas de segurança, saúde, meio ambiente, Defesa Civil e fiscalização urbana. As equipes acompanham a situação da indústria, prestam assistência à população e avaliam novas medidas administrativas.
A retomada das atividades dependerá de uma nova avaliação técnica. Até que haja parecer favorável, a fábrica continuará parcialmente interditada e com o acesso limitado às equipes responsáveis pela segurança da operação.
Conteúdo reproduzido da Prefeitura Municipal de Manaus.


