Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 1.430

Novo balanço divulgado pelo governo venezuelano confirma aumento no número de vítimas. Dois brasileiros morreram, e um novo tremor foi registrado nesta sexta-feira.
Foto - Juan Barreto - AFP

O número de mortos em consequência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430, segundo atualização divulgada pelo governo do país neste sábado (27). A tragédia já é considerada uma das mais graves da história recente da região e mobiliza uma ampla operação de resgate e assistência humanitária.

Além das mortes, o balanço oficial aponta 3.238 pessoas feridas. Os dois principais tremores registraram magnitudes de 7,5 e 7,2 na escala Richter, provocando destruição em diversas cidades. Desde o início da sequência sísmica, as autoridades contabilizaram pelo menos 430 réplicas, aumentando a preocupação com novos desabamentos e dificultando o trabalho das equipes de emergência.

O governo brasileiro confirmou que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais da tragédia. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, morreram um homem e uma mulher. Uma das vítimas foi identificada como Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, natural de Brasília.

Foto – Federico Parra – AFP

Mesmo após os principais terremotos, a atividade sísmica continua. Na tarde de sexta-feira (26), um novo tremor de 4,9 de magnitude atingiu a costa norte da Venezuela. O abalo foi sentido em Caracas e também na cidade de Maracay, mantendo a população em estado de alerta.

Enquanto as buscas por sobreviventes continuam, governos e organizações internacionais ampliam o envio de ajuda humanitária ao país. No Brasil, estados e municípios também iniciaram mobilizações para arrecadar alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais destinados às vítimas.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o número de vítimas pode continuar aumentando à medida que as equipes de resgate conseguem acessar áreas isoladas e estruturas que permanecem destruídas.

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