Moraes assume comando temporário do STF durante recesso do Judiciário

Ministro ficará na presidência da Corte entre esta sexta-feira (17) e 31 de julho, período em que o Supremo funciona em regime de plantão.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes assume nesta sexta-feira (17) a presidência temporária do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Ele permanecerá no cargo até 31 de julho, quando termina o recesso do Judiciário e o regime especial de plantão adotado pela Corte.

A informação foi divulgada em reportagem do jornalista Pedro Peduzzi, da Agência Brasil.

Desde 2 de julho, a presidência temporária vinha sendo exercida pelo ministro Edson Fachin.

A mudança faz parte do sistema de substituições definido pelo tribunal para garantir a análise de processos considerados urgentes durante a suspensão das atividades regulares.

Mesmo com o plenário físico sem sessões, parte dos ministros continuará trabalhando durante o recesso.

Além de Alexandre de Moraes, seguem em atividade Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino.

O funcionamento reduzido não significa paralisação completa do Supremo.

Durante esse período, decisões envolvendo pedidos urgentes, prisões, investigações, reclamações e outros processos que exigem resposta imediata podem ser analisadas pelos ministros responsáveis pelo plantão.

Dias Toffoli continuará atuando em reclamações cíveis e criminais, petições, inquéritos e mandados de segurança.

Cristiano Zanin ficará responsável exclusivamente por inquéritos, ações penais e processos relacionados a essas classes por prevenção, conforme informou o STF.

Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia estão de férias e, por isso, não integram a escala de atividades divulgada pela Corte durante o recesso.

Os processos cujos prazos começariam ou terminariam nesse período serão automaticamente prorrogados para 3 de agosto, data prevista para a retomada normal das atividades do Judiciário.

Na presidência temporária, Moraes também poderá analisar demandas urgentes encaminhadas ao comando do Supremo enquanto durar o plantão.

A substituição ocorre em meio à rotina administrativa do tribunal e não representa alteração definitiva na presidência da Corte.

Com o fim do recesso, os processos, julgamentos e sessões presenciais voltarão ao calendário regular.

Até lá, o Supremo manterá uma estrutura reduzida para assegurar o funcionamento da Justiça em casos que não podem esperar pela retomada dos trabalhos em agosto.

Conteúdo reproduzido da Agência Brasil.

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