Iniciativa-piloto na avenida das Torres busca reduzir poluição visual e riscos causados pelo excesso de cabos em postes da capital.
A Prefeitura de Manaus iniciou um projeto-piloto para organizar a fiação aérea de telefonia e internet, uma das principais fontes de poluição visual e de risco urbano na capital. A iniciativa está sendo testada na avenida das Torres, na zona Norte, com apoio da Amazonas Energia e de empresas provedoras de internet.
O debate sobre a proposta ocorreu nesta terça-feira (23), em reunião no Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), envolvendo técnicos do órgão e representantes do setor de telecomunicações. O encontro apresentou um novo dispositivo, apelidado de “multiplicador”, que reúne e organiza cabos de fibra óptica em um único padrão, reduzindo o emaranhado de fios nos postes.
Imagens da intervenção mostram uma diferença clara entre os trechos que já passaram pela reorganização e aqueles que ainda mantêm a fiação exposta, desordenada e sobrecarregada.
Segundo o vice-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, o objetivo vai além da estética. “A organização dos cabos melhora a paisagem urbana, mas também reduz riscos reais, como curtos-circuitos e incêndios causados por fios mal instalados ou abandonados”, afirmou.
Casos recentes de incêndios em estabelecimentos comerciais, segundo o Implurb, reforçaram a preocupação com a fiação aérea desorganizada, que pode funcionar como condutor e propagador de chamas.
O projeto foi apresentado ao presidente do Implurb, Carlos Valente, que deve visitar o local nas primeiras semanas de 2026. A ideia é ampliar a iniciativa para outras regiões da cidade, começando pelo Centro Histórico, onde cerca de mil postes devem ser mapeados e reorganizados.
A proposta envolve uma parceria entre a prefeitura, a concessionária de energia e as empresas de telecomunicações, responsáveis pelos cabos instalados nos postes.
Desde agosto, a prefeitura já retirou mais de 15 toneladas de fios e cabos obsoletos do Centro de Manaus. Agora, a aposta é ir além da retirada, adotando um modelo permanente de organização da fiação, com padronização e acompanhamento técnico.
A expectativa do Implurb é que, a partir de 2026, os resultados possam ser medidos com comparações visuais e técnicas entre as áreas que receberam a intervenção e as que ainda enfrentam o problema do excesso de fios nos postes.