A Prefeitura de Manaus emitiu um alerta para o aumento do risco de transmissão da malária durante o período de vazante dos rios e de maior circulação de pessoas em balneários, sítios, igarapés e comunidades da zona rural.
A orientação foi divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho, pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, a Semsa.
Segundo a pasta, Manaus entrou na fase considerada sazonal para a doença, que ocorre principalmente entre junho e setembro.
Nesse período, a redução do nível dos rios favorece a formação de criadouros naturais do mosquito Anopheles, responsável pela transmissão da malária.
A preocupação aumenta durante as férias escolares, feriados prolongados e os meses mais quentes do ano, quando cresce a procura por áreas de lazer próximas a rios, lagos, igarapés e regiões de mata.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador da Semsa, Marinélia Ferreira, explica que muitas pessoas permanecem expostas justamente nos horários de maior atividade do mosquito.
A circulação do vetor costuma ser mais intensa durante o amanhecer e no entardecer.
Por isso, a recomendação é utilizar repelentes, roupas de mangas compridas, calças e outras medidas de proteção durante a permanência em áreas consideradas de risco.
Manaus já registra mais de 3,2 mil casos em 2026
Entre janeiro e 30 de junho deste ano, Manaus contabilizou aproximadamente 3.284 casos de malária.
Dados divulgados pela Semsa indicam que, historicamente, o número de diagnósticos aumenta, em média, 52,3% entre junho e setembro, na comparação com os cinco primeiros meses do ano.
Em 2025, a capital amazonense registrou 8.383 casos da doença.
Desse total, 3.341 diagnósticos ocorreram justamente durante o período sazonal, entre junho e setembro.
Os números reforçam a necessidade de atenção principalmente entre moradores e frequentadores de comunidades rurais, assentamentos, áreas periurbanas e regiões de ocupação recente.
As zonas Norte, Leste e Oeste também possuem pontos considerados mais vulneráveis devido às condições ambientais favoráveis à reprodução do mosquito.
Febre após visita a área de risco exige atenção
A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada por protozoários do gênero Plasmodium.
Os sintomas geralmente aparecem entre 7 e 15 dias após a infecção.
Os principais sinais incluem febre alta, calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e mal-estar.
Segundo Marinélia Ferreira, a população deve considerar a possibilidade de malária sempre que apresentar febre após visitar uma área rural, balneário ou local com transmissão ativa.
O diagnóstico precoce permite o início imediato do tratamento, reduz o risco de complicações e ajuda a interromper a cadeia de transmissão.
A doença tem cura, mas pode evoluir para quadros graves quando a medicação não é iniciada rapidamente ou quando o tratamento é interrompido pelo paciente.
Exames são oferecidos em 55 pontos de Manaus
A rede municipal de saúde disponibiliza exames para diagnóstico da malária em 55 pontos de atendimento.
São 38 unidades localizadas na zona urbana e outras 17 distribuídas na zona rural de Manaus.
De acordo com o chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, os exames são simples e o resultado pode ser liberado em poucos minutos.
Quando a infecção é confirmada, o tratamento pode ser iniciado imediatamente.
A rapidez no atendimento é considerada fundamental para evitar o agravamento da doença e reduzir a transmissão para outras pessoas.
Veja como reduzir o risco de infecção
Quem pretende frequentar áreas rurais, balneários, sítios ou comunidades próximas a rios e igarapés deve usar repelente e priorizar roupas que cubram braços e pernas.
A população também deve evitar permanecer em áreas abertas durante o amanhecer e o entardecer, horários de maior atividade do mosquito transmissor.
Em imóveis localizados em regiões de risco, a recomendação é manter portas e janelas fechadas ou protegidas com telas.
Durante o descanso ou o pernoite, também é indicado utilizar mosquiteiros ou cortinados.
Município mantém ações de combate à doença
A Semsa afirma que realiza ações permanentes de vigilância e controle da malária em diferentes regiões de Manaus.
O trabalho inclui o monitoramento de criadouros naturais encontrados às margens de rios, lagos e igarapés.
As equipes também fiscalizam criadouros artificiais, como tanques utilizados em atividades de piscicultura.
Entre as estratégias adotadas estão a instalação de mosquiteiros em imóveis de áreas endêmicas, a busca ativa por pessoas com sintomas e a identificação de pacientes assintomáticos.
O município também executa ações de controle do mosquito, como aplicação de biolarvicidas e termonebulização espacial, conhecida como fumacê.
As informações foram divulgadas pela jornalista Eurivânia Galúcio, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus.
Conteúdo reproduzido da Prefeitura Municipal de Manaus


