Um áudio gravado durante um voo particular no Paraná despertou a curiosidade de milhares de internautas após um piloto relatar ao Controle de Aproximação de Londrina ter avistado luzes de comportamento incomum no céu. Durante a comunicação, o comandante afirmou ter sentido “calafrios” ao observar pontos luminosos de forte intensidade e deslocamento muito rápido.
Segundo reportagem de Bruna Melo e Katia Peruzi, do g1 Paraná, o caso ocorreu por volta das 21h de segunda-feira (13), enquanto a aeronave sobrevoava a região de Londrina. O diálogo foi registrado por meio das frequências aeronáuticas captadas pela plataforma LiveATC.net.
Na conversa, o piloto perguntou se outros profissionais também haviam relatado o fenômeno. O controlador respondeu que a Torre de Londrina havia informado a presença de luzes na mesma direção, mas que não havia qualquer tráfego aéreo conhecido na área que pudesse explicar o avistamento.
O comandante então descreveu o que estava vendo e afirmou que as luzes apresentavam movimentos muito rápidos, pareciam voar em círculos e provocavam uma sensação incomum tanto nele quanto no outro ocupante da cabine. Apesar da surpresa, ele evitou fazer qualquer afirmação sobre a origem do fenômeno.
O áudio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde muitos internautas levantaram a hipótese de um possível Objeto Voador Não Identificado (OVNI). No entanto, especialistas destacam que esse tipo de comunicação faz parte dos protocolos de segurança da aviação.
O especialista em Gestão Aeroportuária e Gestão de Linhas Aéreas, Fábio Faria, explicou ao g1 que pilotos devem informar qualquer fenômeno visual incomum às autoridades responsáveis pelo controle do espaço aéreo. Segundo ele, o registro não representa confirmação de atividade extraterrestre, mas um procedimento operacional de rotina.
Uma das hipóteses consideradas é que as luzes observadas sejam satélites da constelação Starlink. Dependendo da posição do Sol e do ângulo de observação, esses equipamentos podem refletir intensa luminosidade, criando efeitos visuais capazes de chamar a atenção até de pilotos experientes.
A mesma avaliação foi apresentada por Miguel Fernando Moreno, coordenador do Grupo de Estudos e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal). Segundo ele, o aumento do número de satélites em órbita tem tornado esse tipo de observação cada vez mais frequente, inclusive em horários considerados incomuns.
Até a última atualização da reportagem, a NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea não havia informado se o caso foi oficialmente registrado com uma conclusão sobre a origem das luzes.


