A previsão do mercado financeiro para a inflação brasileira voltou a subir. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,09% para 5,11% em 2026.
Essa é a 13ª semana consecutiva de alta nas projeções e mantém a inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%.
Entre os fatores que pressionam os preços está a guerra no Oriente Médio, que vem impactando o mercado internacional de combustíveis e aumentando os custos de transporte e produção.
O cenário preocupa o Banco Central, responsável por controlar a inflação por meio da taxa básica de juros, a Selic. Atualmente em 14,5% ao ano, a taxa segue em um dos níveis mais elevados das últimas décadas.
Apesar de dois cortes consecutivos realizados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a expectativa do mercado é que os juros permaneçam altos por mais tempo diante das incertezas provocadas pelo conflito internacional.
Para o fim de 2026, a previsão para a Selic subiu de 13,25% para 13,5% ao ano. Juros elevados ajudam a controlar a inflação, mas também encarecem o crédito, dificultam investimentos e reduzem o ritmo de crescimento da economia.
Mesmo assim, os analistas elevaram ligeiramente a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que passou de 1,9% para 1,91%.
Já o dólar deve encerrar 2026 cotado em R$ 5,15, segundo as estimativas das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central.
Os próximos dados oficiais sobre a inflação serão divulgados pelo IBGE na próxima sexta-feira (12), quando o mercado poderá avaliar se a tendência de alta continua ou começa a dar sinais de desaceleração.
Por Agência Brasil


