Novas unidades aderem ao movimento, que cobra avanços no acordo coletivo
A greve nacional dos petroleiros ganhou novas adesões no segundo dia de mobilização, ampliando o alcance da paralisação em diferentes regiões do país. Nesta terça-feira (16), trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, passaram a integrar o movimento. No Ceará, a greve também foi reforçada com a adesão da Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), da Termoceará e do terminal de Macuripe.
Com a ampliação das adesões, o movimento passou a atingir um número maior de unidades operacionais da Petrobras, enquanto a categoria segue sem acordo nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
No Amazonas, trabalhadores do polo de produção de gás e petróleo de Urucu, no interior do estado, também aderiram à greve por tempo indeterminado. A mobilização foi confirmada pelo Sindicato dos Petroleiros da Amazônia (Sindpetro Amazônia), após semanas de assembleias e a rejeição de uma contraproposta apresentada pela empresa.
Segundo as entidades que representam os trabalhadores, a paralisação tem como principais reivindicações a distribuição considerada mais justa da riqueza gerada pela Petrobras, o fim dos planos de equacionamento de déficit da Petros, que impactam salários e benefícios de ativos, aposentados e pensionistas, além de avanços no plano de cargos e salários.
A pauta também inclui a defesa de um modelo de atuação que preserve a estatal, com críticas ao avanço de terceirizações, parcerias e possíveis privatizações, especialmente na área de Exploração e Produção, além de garantias contra demissões.
No caso do Amazonas, o sindicato alerta que, caso a greve se prolongue, a Petrobras pode enfrentar dificuldades no revezamento das equipes que atuam na base de Urucu, uma das principais áreas de produção da companhia na Região Norte.
Procurada, a Petrobras informou que segue empenhada em concluir as negociações com a categoria, mas não detalhou prazos nem apresentou nova proposta até o momento.
Fontes: Agência Brasil, g1 Amazonas, Federação Única dos Petroleiros (FUP)