A contagem regressiva para uma das maiores celebrações da cultura popular amazonense já começou. Na noite desta quinta-feira (5), a Prefeitura de Manaus realizou a pré-abertura do 68º Festival Folclórico do Amazonas, dando início a uma programação que promete transformar o Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na zona Sul da capital, em um grande palco das tradições regionais.
O evento segue até o dia 20 de junho com entrada gratuita e apresentações das categorias Bronze e Prata, reunindo centenas de brincantes, músicos, dançarinos e artistas que mantêm viva a riqueza cultural do Amazonas.
Cultura que atravessa gerações
O festival reúne diversas manifestações culturais que fazem parte da identidade amazonense. Durante as apresentações, o público poderá acompanhar quadrilhas tradicionais, quadrilhas cômicas, quadrilhas alternativas, danças nordestinas, cirandas, danças nacionais, bois-bumbás e outros espetáculos folclóricos.
Além do entretenimento, o evento representa um importante espaço de preservação da memória cultural e de fortalecimento das tradições populares transmitidas entre gerações.
As apresentações envolvem grupos de diferentes bairros da cidade, ampliando o acesso da população à cultura e incentivando a participação de novos talentos no movimento folclórico.
Maior investimento da história
A edição de 2026 acontece após o maior investimento já realizado pela Prefeitura de Manaus no Festival Folclórico do Amazonas.
Neste ano, os grupos da categoria Prata receberam R$ 21.780 cada, totalizando mais de R$ 1 milhão em recursos de fomento. Já as agremiações da categoria Bronze foram contempladas com R$ 9.680 cada, somando mais de R$ 406 mil em investimentos.
Os recursos ajudam na produção dos espetáculos, aquisição de figurinos, cenários, transporte e manutenção das atividades culturais desenvolvidas pelos grupos ao longo do ano.
Recomeços e histórias de superação
Entre os grupos que retornam ao festival está a Dança Nordestina Cangaceiros de Thianguá. A presidente da agremiação, Katia Carlucho, destacou que a participação representa um novo começo após duas décadas longe das apresentações.
Segundo ela, o grupo precisou ser reconstruído praticamente do zero, reunindo novos brincantes para voltar aos palcos do festival.
A emoção também esteve presente entre participantes veteranos. A brincante Eliane Alves, de 59 anos, contou que mantém uma ligação com o movimento folclórico há mais de duas décadas e hoje celebra a continuidade dessa tradição dentro da própria família.
Já entre os mais jovens, o sentimento é de realização. Integrante da quadrilha tradicional Felizes na Roça, Gustavo Vidal, de 22 anos, afirmou que participar do festival representa a concretização de um sonho construído ao longo dos anos.
Tradição que movimenta Manaus
Além de preservar a cultura popular, o Festival Folclórico do Amazonas também movimenta a economia criativa da cidade. Costureiras, artesãos, músicos, coreógrafos, cenógrafos e diversos profissionais encontram no período uma oportunidade de geração de renda e fortalecimento de suas atividades.
O evento integra o calendário oficial de Manaus e deve atrair milhares de pessoas durante as noites de apresentações, consolidando-se como uma das principais manifestações culturais da capital amazonense.
Com a abertura das apresentações das categorias Bronze e Prata, Manaus dá início a mais uma temporada de celebração da cultura popular, mantendo viva uma tradição que há quase sete décadas faz parte da história do Amazonas.


