Economia brasileira cresce 0,1% em maio, aponta Banco Central

Indicador considerado uma prévia do PIB mostra avanço moderado da atividade econômica, com resultados positivos na indústria e nos serviços, mas queda na agropecuária.
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A atividade econômica brasileira registrou crescimento de 0,1% em maio de 2026, na comparação com abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 17 de julho, pelo Banco Central. O resultado já considera os ajustes sazonais, que retiram efeitos específicos de determinados períodos do ano.

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta chegou a 1,4%. Já na comparação trimestral, a economia apresentou expansão de 0,7%, indicando manutenção do ritmo de crescimento, embora de forma moderada.

Os dados fazem parte do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, utilizado para acompanhar o comportamento da economia antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto.

Indústria e serviços apresentam alta

Segundo reportagem do jornalista Pedro Peduzzi, da Agência Brasil, o desempenho de maio foi sustentado principalmente pela indústria, que cresceu 0,4% em relação ao mês anterior.

O setor de serviços, responsável pela maior parcela da atividade econômica brasileira, teve avanço de 0,1% no período.

A agropecuária, no entanto, registrou queda de 1%, reduzindo o impacto positivo dos demais segmentos. De acordo com o Banco Central, sem o resultado negativo do setor agrícola, a economia brasileira teria avançado 0,2% no mês.

Indicador funciona como prévia do PIB

O IBC-Br reúne informações da indústria, dos serviços e da agropecuária. Por isso, o índice é frequentemente chamado de prévia do PIB, embora os dois indicadores sejam calculados com metodologias diferentes.

Enquanto o Produto Interno Bruto apresenta uma avaliação mais ampla e consolidada de todos os bens e serviços produzidos no país, o índice do Banco Central permite acompanhar mensalmente as oscilações da atividade econômica.

O indicador ajuda o mercado financeiro e o governo a avaliar se a economia está acelerando, desacelerando ou apresentando estabilidade.

Resultado pode influenciar decisões sobre juros

O desempenho da economia também é analisado pelo Banco Central durante as reuniões que definem a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, o índice está fixado em 14,25% ao ano.

Uma atividade econômica mais aquecida pode aumentar a pressão sobre os preços e dificultar a redução dos juros. Por outro lado, um crescimento fraco pode abrir espaço para mudanças na política monetária, desde que a inflação esteja controlada.

O avanço de apenas 0,1% em maio mostra que a economia brasileira continuou crescendo, mas ainda em ritmo limitado. Os próximos indicadores deverão mostrar se a recuperação conseguirá ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026.

Conteúdo reproduzido da Agência Brasil.

Leia mais