O senador Eduardo Braga (MDB) afirmou que recebeu informações divergentes das direções nacionais sobre uma possível aliança entre o PL e a Federação União Progressista na disputa pelo Governo do Amazonas.
Durante entrevista ao programa Antena 1, da Rede Onda Digital, Braga relatou que pediu ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que procurasse dirigentes dos partidos envolvidos para esclarecer as notícias sobre uma eventual composição eleitoral.
Segundo o senador, Baleia conversou com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.
As respostas, no entanto, teriam sido diferentes.
Valdemar Costa Neto negou a existência de um acordo e afirmou que a empresária Maria do Carmo Seffair continuará como candidata do PL ao Governo do Amazonas.
Antônio Rueda, por outro lado, teria confirmado a existência de conversas sobre uma possível aliança.

“Valdemar teria dito a ele que não, que a Maria do Carmo seria a candidata do PL. Mas o Rueda confirmou. Portanto, onde há fumaça, há fogo”, declarou Eduardo Braga.
A fala não confirma que a aliança já esteja fechada.
Ela indica, segundo a versão apresentada pelo senador, que as duas direções partidárias deram respostas diferentes sobre as articulações realizadas nos bastidores.
Valdemar nega e Rueda confirma conversas
A divergência relatada por Braga aumenta as especulações sobre o futuro das candidaturas de Maria do Carmo e do governador Roberto Cidade.
O PL sustenta publicamente a pré-candidatura de Maria do Carmo ao governo.
Já Roberto Cidade deve disputar a eleição pela Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas.
Nos bastidores, uma aproximação entre os 2 grupos poderia viabilizar uma chapa única, reunindo a estrutura partidária do PL com a aliança construída em torno de Cidade.
Até o momento, porém, não houve anúncio oficial de entendimento.
Maria do Carmo e seus apoiadores negam a possibilidade de desistência da candidatura própria.
Também chegou a ser cogitada a hipótese de a empresária ocupar a vaga de vice na chapa de Roberto Cidade, mas essa composição não foi confirmada por nenhum dos envolvidos.

Alfredo Nascimento seria decisivo em eventual acordo
Eduardo Braga também avaliou que qualquer entendimento dependeria do aval do presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento.
Segundo o senador, Valdemar Costa Neto não avançaria em uma composição no Amazonas sem consultar as principais lideranças locais da legenda.
“Não acontecerá nada se não houver o acordo de toda essa turma e, principalmente, do Alfredo Nascimento”, afirmou Braga.
Alfredo comanda o PL Amazonas e possui influência direta sobre a formação das chapas majoritária e proporcional do partido.
Por isso, uma eventual aliança com Roberto Cidade dificilmente avançaria sem a participação do dirigente estadual.

Composição mudaria cenário eleitoral
Uma união entre o PL e a Federação União Progressista teria potencial para reorganizar a disputa pelo Governo do Amazonas.
Maria do Carmo e Roberto Cidade aparecem como nomes de grupos atualmente distintos.
A retirada de uma das candidaturas reduziria o número de concorrentes competitivos e poderia concentrar partidos, lideranças municipais, tempo de propaganda e estrutura eleitoral em uma mesma chapa.
A composição também teria efeitos sobre as vagas de vice-governador, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Amazonas.
Apesar das especulações, o cenário oficial permanece inalterado.
Maria do Carmo continua sendo apresentada como candidata do PL, enquanto Roberto Cidade mantém sua candidatura pela Federação União Progressista.
A principal novidade revelada por Eduardo Braga está na divergência entre os dirigentes nacionais: Valdemar Costa Neto teria negado o acordo, enquanto Antônio Rueda teria confirmado que as conversas existem.
Até que os partidos façam um anúncio oficial, qualquer união permanece no campo das articulações políticas. A definição deve ficar para 4 de agosto, quando PL e Federação União Progressista realizam suas convenções e devem oficializar Maria do Carmo e Roberto Cidade na disputa pelo Governo do Amazonas.


