Braga diz que Marcelo não disputará Senado, mas petista rebate

Senador afirmou que ex-deputado desistiu da eleição e coordenaria campanha de Lula; Marcelo negou acordo e disse que ainda avalia seu futuro político.
Imagem produzida com uso de IA

O senador Eduardo Braga (MDB) afirmou nesta segunda-feira, 13 de julho, que o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) não será candidato ao Senado nas eleições de 2026.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Antena 1, da Rede Onda Digital, e provocou uma reação pública de Marcelo horas depois.

Segundo Braga, o petista teria apresentado motivos pessoais e familiares para desistir da disputa eleitoral.

O senador também declarou que Marcelo passaria a integrar a coordenação nacional da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Divulgação: Redes Sociais

“Essa semana, o Marcelo Ramos esteve conosco, fez uma série de ponderações de ordem pessoal, de ordem familiar, e disse a nós que não ia disputar a eleição de 2026”, afirmou Braga.

De acordo com o senador, a retirada de Marcelo abriria caminho para que a aliança formada por MDB, PSD e partidos aliados apresentasse apenas um candidato ao Senado.

“Portanto, o Marcelo não sendo candidato, a nossa coligação muito provavelmente sairá com um candidato único”, declarou.

Marcelo nega conversa sobre campanha de Lula

Poucas horas depois, Marcelo Ramos contestou publicamente parte das informações apresentadas por Eduardo Braga.

Em uma publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que não foi convidado nem procurado para coordenar a campanha presidencial de Lula.

“Vou repetir o que já disse: ninguém falou comigo em momento algum sobre coordenação da campanha do presidente Lula. Essa conversa não existiu”, escreveu.

Divulgação: Redes Sociais

Marcelo também evitou confirmar que tenha desistido definitivamente da candidatura ao Senado.

Segundo ele, uma decisão somente será anunciada após conversas com familiares, amigos próximos e integrantes do PT.

“Estou ponderando os acontecimentos, conversando com a minha família, meus amigos mais próximos e meus companheiros de partido. Após isso, vou me manifestar oficialmente sobre minha participação nas eleições de 2026”, declarou.

A resposta mantém aberta a possibilidade de o ex-parlamentar continuar na disputa, contrariando a versão apresentada por Braga.

Divergência expõe disputa dentro da aliança

A troca de declarações ocorre em meio às negociações para a formação da chapa que apoiará Lula no Amazonas.

O diretório estadual do PT havia confirmado, em maio, o apoio à pré-candidatura de Marcelo Ramos ao Senado, enquanto Eduardo Braga trabalha para disputar a reeleição como principal representante da aliança governista no estado.

Nos bastidores, a possibilidade de duas candidaturas ao Senado dentro do mesmo grupo vinha provocando divergências entre dirigentes partidários.

Reportagens recentes apontaram que Braga buscava consolidar seu nome como candidato único da coligação, enquanto setores do PT defendiam a permanência de Marcelo na chapa.

Embora 2 vagas ao Senado estejam em disputa no Amazonas em 2026, partidos de uma mesma aliança podem concentrar apoio em apenas um candidato para evitar a divisão de votos entre integrantes do próprio grupo.

Convenções devem definir futuro da chapa

Eduardo Braga informou que MDB, PSD e Republicanos realizarão uma convenção conjunta no dia 25 de julho, no Clube do Trabalhador, em Manaus.

O evento deverá confirmar as candidaturas do grupo para o Governo do Amazonas, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

O PT deverá realizar sua convenção em outra data, devido aos prazos necessários para a publicação do edital partidário.

Até lá, a divergência entre Braga e Marcelo Ramos mantém indefinida a composição da chapa ao Senado.

De um lado, o senador afirma que a retirada do petista já foi comunicada durante reuniões políticas.

Do outro, Marcelo nega ter recebido convite para coordenar a campanha de Lula e sustenta que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre as eleições.

A palavra final deverá ser apresentada pelo próprio ex-deputado e pelas instâncias partidárias durante o período das convenções.

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