Manaus aparece na 82ª posição no Ranking do Saneamento 2026 e figura entre os 20 piores municípios entre as 100 cidades mais populosas do Brasil. Os dados foram divulgados pelo Instituto Trata Brasil, com base em informações de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).
O levantamento aponta que os piores índices se concentram, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste, onde capitais ainda enfrentam dificuldades estruturais e baixa cobertura de esgotamento sanitário. Além de Manaus, cidades como Belém, Porto Velho, Rio Branco, Macapá, São Luís e Maceió também aparecem entre os piores desempenhos.
A posição da capital amazonense reflete desafios históricos: acesso limitado à coleta e tratamento de esgoto e perdas de água que chegam a 45,25% na distribuição.
Apesar disso, o volume de investimentos chama atenção. Entre 2020 e 2024, foram aplicados R$ 1,4 bilhão em saneamento, colocando Manaus entre as cidades que mais investiram no período. Ainda assim, o valor médio por habitante foi de R$ 123,15 — abaixo dos R$ 225 considerados necessários para universalizar os serviços, segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico.
Segundo a concessionária Águas de Manaus, a capital lidera os investimentos na Região Norte e apresentou evolução no ranking — saindo da 98ª posição em 2018 para o 82º lugar em 2026. A empresa afirma ainda que a cobertura de esgoto já ultrapassa 40% em dados mais recentes e que a meta é atingir 90% até 2033.
Os números indicam avanço, mas deixam claro que o desafio ainda é grande — e segue impactando diretamente a qualidade de vida da população.