O Brasil avança no apoio às vítimas dos terremotos que devastaram parte da Venezuela. A missão humanitária enviada pelo governo brasileiro tem previsão de desembarcar na cidade de Maracay na noite desta sexta-feira (26), levando uma força-tarefa especializada em busca, resgate e atendimento a desastres naturais.
Transportada por uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB), a missão reúne 44 profissionais e aproximadamente 12 toneladas de equipamentos. Após decolar da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, o avião realizou uma parada técnica em Boa Vista (RR) para reabastecimento antes de seguir para o território venezuelano.
Segundo o comandante da aeronave, major Anderson Dias, o transporte aéreo é fundamental em situações de emergência, quando a infraestrutura terrestre fica comprometida.
“O modal aéreo se sobrepõe a esse tipo de dificuldade. Quando há problemas no fluxo logístico, a aviação se torna a solução para levar ajuda rapidamente às áreas atingidas”, afirmou.
Aeronave já atuou em grandes crises
O comandante destacou que o KC-390 foi empregado em diversas operações humanitárias nos últimos anos, incluindo a repatriação de brasileiros durante a guerra na Ucrânia, o combate aos incêndios florestais e o transporte de oxigênio hospitalar durante a pandemia de Covid-19.
De acordo com o militar, a versatilidade da aeronave permite atuar em cenários complexos, garantindo rapidez no deslocamento de equipes e materiais essenciais para operações de resgate.
Equipe experiente em grandes desastres
Entre os integrantes da missão estão 14 profissionais do estado de São Paulo: 11 bombeiros, dois médicos do Comando de Aviação da Polícia Militar e um representante da Defesa Civil, além de dois cães especializados em busca e salvamento.
A capitã Karoline, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, explicou que os profissionais já atuaram em operações internacionais, como o terremoto na Turquia, além das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
Segundo ela, a rapidez no deslocamento aumenta significativamente as chances de localizar sobreviventes sob os escombros.
Operação será autossuficiente
A força humanitária brasileira permanecerá, inicialmente, por até 15 dias na Venezuela. Para evitar sobrecarregar a estrutura local, toda a equipe viaja em condição de autossuficiência, levando alimentos, água, equipamentos e materiais necessários para sua permanência no país.
“Estamos indo para ajudar, e não para criar novas demandas. Toda a estrutura necessária acompanha a missão”, destacou a capitã Karoline.
Enquanto isso, autoridades venezuelanas seguem contabilizando os impactos dos terremotos registrados na quarta-feira (24). O número de desaparecidos já ultrapassa 40 mil pessoas, e as equipes de resgate continuam trabalhando na busca por sobreviventes nas áreas mais afetadas.
Com informações de Agência Brasil


