O Amazonas ultrapassou a marca de 4,1 milhões de habitantes em 2025, após crescer 17,7% nos últimos 13 anos. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o estado saiu de 3,5 milhões em 2012 para mais de 4,15 milhões atualmente — um aumento de cerca de 625 mil pessoas.
A capital Manaus segue como o grande centro populacional e ampliou ainda mais sua concentração: hoje abriga 55,4% de todos os moradores do estado. Em números absolutos, a cidade saltou de 1,9 milhão para mais de 2,3 milhões de habitantes no período.
O levantamento também revela mudanças no perfil da população. O maior grupo etário é formado por crianças e adolescentes de 5 a 13 anos, enquanto entre os homens essa faixa é ainda mais predominante. Já entre as mulheres, a maior concentração está entre 30 e 39 anos.
Outro dado que chama atenção é o avanço dos domicílios com apenas uma pessoa. Em pouco mais de uma década, esse tipo de moradia praticamente dobrou no Amazonas, passando de 7,7% para 15,7%. Segundo o IBGE, isso reflete mudanças sociais como maior independência individual e novas configurações familiares.
No setor habitacional, as casas ainda são maioria, mas perderam espaço para apartamentos, que cresceram nos últimos anos. Ao mesmo tempo, caiu o número de imóveis quitados, indicando possível aumento do aluguel e de outras formas de ocupação.
Na infraestrutura, os números mostram avanços e alertas. O acesso à água pela rede geral cresceu e a coleta de lixo melhorou, com redução da queima de resíduos. Por outro lado, o acesso à energia elétrica ainda enfrenta dificuldades no interior: quase 30% dos domicílios rurais seguem sem ligação à rede.
Já no saneamento, houve aumento no uso de redes de esgoto, mas ainda há grande dependência de fossas, mostrando que o desafio da infraestrutura básica continua longe de ser resolvido.
No geral, o retrato traçado pelo IBGE indica um Amazonas que cresce e se transforma, mas que ainda convive com desigualdades estruturais — principalmente fora da capital.