TRE-RJ pede envio de tropas federais para reforçar segurança nas eleições de 2026

Tribunal aponta avanço do crime organizado em áreas do estado e afirma que presença militar é necessária para garantir a liberdade do voto.
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou, por unanimidade, o envio de um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que tropas federais reforcem a segurança durante as eleições de 2026 no estado. A medida foi aprovada diante da preocupação com a influência de organizações criminosas em regiões onde eleitores convivem com o domínio territorial de grupos armados.

A decisão foi tomada pelo plenário do TRE-RJ na quinta-feira (9). O pedido conta com o apoio do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, requisito previsto na legislação para que as Forças Armadas possam atuar no processo eleitoral.

Ao justificar a solicitação, o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou que o controle exercido por facções criminosas em diversas comunidades compromete a liberdade do eleitor e representa um problema permanente no estado.

Segundo o magistrado, não se trata de uma ameaça isolada, mas de uma realidade estrutural que afeta principalmente municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde parte da população vota sob a influência de grupos criminosos armados.

Durante a sessão, Claudio de Mello Tavares destacou que, em determinadas localidades, a presença ostensiva do crime organizado coloca em risco um dos principais pilares do processo democrático: o voto livre.

O presidente do tribunal também lembrou que o Rio de Janeiro recebe apoio de forças federais durante as eleições desde 2012, em razão dos desafios relacionados à segurança pública.

Pelas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, a atuação de tropas federais depende da manifestação do governador reconhecendo que as forças estaduais não são suficientes para garantir a tranquilidade do pleito. Com o apoio formal do governo estadual, caberá agora ao TSE analisar o pedido.

Se a solicitação for aprovada, o tribunal fará a requisição oficial ao Ministério da Defesa. Em seguida, será definido, em conjunto com o comando militar, o planejamento da operação para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e para um eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro.

Conteúdo reproduzido de Agência Brasil

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