Teresa Leitão substitui Jaques Wagner na liderança do governo

Nomeação ocorre após Jaques Wagner deixar o cargo para se dedicar à defesa em investigação da PF.
Fotos: Waldemir Barreto Agência Senado e LULA MARQUES/ Agência Brasil

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a nova líder do governo no Senado Federal. A escolha foi divulgada nesta quinta-feira (25) e marca a substituição de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função um dia antes para concentrar sua defesa nas investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

Ao anunciar a mudança nas redes sociais, Lula afirmou que Teresa terá a missão de conduzir a articulação política do governo no Senado e buscar apoio para a aprovação de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto. Entre elas estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.


Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado

Primeira senadora eleita por Pernambuco, Teresa Leitão está em seu primeiro mandato no Senado. Professora de formação, ela construiu sua trajetória política com atuação voltada principalmente para a área da educação e agora assume um dos principais postos de articulação do governo no Congresso Nacional.

Saída em meio à investigação

A troca na liderança ocorreu após Jaques Wagner anunciar, na quarta-feira (24), que deixaria o cargo em comum acordo com o presidente Lula. Em nota publicada nas redes sociais, o senador afirmou que sua prioridade será provar a própria inocência e atuar na campanha pela reeleição do presidente, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e de sua própria candidatura ao Senado.

O afastamento acontece poucos dias depois de Wagner ser alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O que investiga a PF

A investigação apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição financeira.

Entre os elementos apontados pelos investigadores está a suposta negociação de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, além de repasses financeiros para empresa administrada por familiares do senador, uso de aeronaves particulares e benefícios relacionados a viagens e ingressos para eventos.

A Polícia Federal também afirma ter encontrado mensagens e áudios que indicariam uma relação próxima entre Wagner e o empresário, além de movimentações financeiras que passaram a integrar o inquérito.

Defesa nega irregularidades

Jaques Wagner nega todas as acusações. O senador afirma que nunca atuou para beneficiar o Banco Master e sustenta que não houve qualquer vantagem ilícita.

Na última segunda-feira (22), sua defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação das buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal. Os advogados alegam que o parlamentar jamais apresentou propostas legislativas em favor da instituição financeira e que os valores apreendidos possuem origem lícita e podem ser comprovados.

O recurso será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Enquanto a investigação segue em andamento, Teresa Leitão assume a responsabilidade de conduzir a articulação política do governo no Senado e negociar a aprovação das principais pautas do Executivo na Casa.

Com informações da Agência Brasil.

Leia mais