A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa preventivamente durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves. Deolane deixou a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona Norte da capital, por volta das 5h da manhã desta sexta-feira (22). A nova unidade prisional fica a cerca de 670 quilômetros de São Paulo.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a investigação conduzida pelo Gaeco de Presidente Prudente aponta que Deolane teria participação na estrutura financeira da facção criminosa. O promotor Lincoln Gakiya afirmou à imprensa que a influenciadora faria parte da chamada “nova face do PCC”, composta por pessoas que não seriam integrantes batizados da organização, mas atuariam na movimentação e ocultação de recursos.
De acordo com os investigadores, a apuração começou em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os documentos citavam uma suposta “mulher da transportadora”, que auxiliaria financeiramente integrantes da facção. A partir disso, foram abertos inquéritos que avançaram sobre empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões financeiras entre investigados.
Durante outra fase da investigação, a polícia afirma ter encontrado comprovantes bancários e conversas que ligariam Deolane a Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como integrante do PCC. Os investigadores sustentam que os registros seriam compatíveis com movimentações financeiras consideradas suspeitas.
A defesa de Deolane nega qualquer irregularidade e afirmou, em nota, que a influenciadora é inocente. Os advogados classificaram a prisão preventiva como “desproporcional” e disseram confiar na imparcialidade da Justiça.
Já a irmã da influenciadora, a advogada Daniele Bezerra, afirmou nas redes sociais que Deolane estaria sendo alvo de perseguição e criticou o que chamou de “condenação antecipada” perante a opinião pública.
A operação segue em andamento e também mira bloqueios de bens, empresas e movimentações financeiras supostamente ligadas ao esquema investigado.