A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a defender que a recuperação da BR-319 pode ser realizada, desde que sejam cumpridas exigências ambientais. A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), em Manaus, durante evento no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Segundo a ministra, a obra não é inviável, mas precisa seguir critérios como a criação de unidades de conservação, a regularização de terras indígenas e o controle do desmatamento em áreas ainda não destinadas. Sem essas medidas, ela alertou para o risco de danos ambientais considerados irreversíveis na região.
A fala ocorre em meio a críticas de setores que acusam o ministério de travar o avanço da rodovia. Marina negou ser contrária ao projeto e afirmou que o debate gira em torno das condições de execução. De acordo com ela, intervenções sem planejamento ambiental podem intensificar eventos extremos, como secas e enchentes em diferentes regiões do país.
Durante o evento, a ministra também destacou ações voltadas à agenda ambiental. Entre elas, o aumento dos recursos do Fundo Clima, desenvolvido em parceria com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, segundo o governo federal, passou de cerca de R$ 400 milhões para aproximadamente R$ 170 bilhões em investimentos previstos.
Outro ponto citado foi a adoção de concessões para recuperação de áreas degradadas, como na Floresta Nacional do Bom Futuro, além da criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa internacional voltada ao financiamento da preservação ambiental. O fundo já reúne cerca de US$ 6,5 bilhões e tem como meta atingir US$ 25 bilhões.
A discussão sobre a BR-319 segue dividindo opiniões entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental na região amazônica.
Com informações do Acritica.com