O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas realizou 5.830 atendimentos em apenas dez meses de funcionamento, segundo dados da própria unidade. O número chama atenção, mas não significa aumento de casos da doença — o que houve foi a criação de um serviço específico, capaz de atender uma demanda que antes estava represada na rede pública.
Desde que entrou em operação, em março de 2025, o centro passou a concentrar o atendimento de mulheres que já chegam com lesões pré-malignas identificadas, encaminhadas após exames feitos na atenção básica e nas policlínicas. É justamente essa mudança no fluxo que explica o crescimento no número de procedimentos.
Dos atendimentos realizados, 835 foram consultas de primeira vez, 747 cirurgias de conização, 1.036 retornos e 3.212 consultas de seguimento, que fazem parte do acompanhamento das pacientes após o tratamento. A conização é um procedimento cirúrgico simples, usado para retirar lesões no colo do útero antes que elas evoluam para câncer.
Antes da criação do centro, essas cirurgias eram feitas no prédio principal da Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecon). Em média, eram realizadas cerca de 500 conizações por ano. Em menos de um ano, o novo serviço já chegou a 747 procedimentos, mostrando que muitas mulheres estavam na fila ou sem acesso ao tratamento no modelo antigo.