O Banco Master já estava impedido de operar empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS antes de virar alvo de uma operação da Polícia Federal que levou à sua liquidação.
A informação foi confirmada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller, durante entrevista ao programa JR Entrevista. Segundo ele, o acordo de cooperação que autorizava o banco a oferecer consignados havia sido suspenso cerca de três meses antes da ação policial.
De acordo com Waller, a decisão foi tomada após o aumento no número de denúncias e reclamações de beneficiários, principalmente sobre problemas nos contratos, taxas de juros e portabilidade dos empréstimos.
“O Banco Master nos procurou para tentar regularizar a situação, mas quando fomos analisar o termo de compromisso, encontramos fragilidades nos documentos e nos procedimentos”, afirmou.
O INSS chegou a notificar o banco duas vezes pedindo esclarecimentos formais sobre as falhas encontradas nos contratos, mas antes que as respostas fossem apresentadas, a instituição foi alvo da operação da Polícia Federal.
A investigação levou à prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, e à ordem de liquidação da instituição, diante das suspeitas de irregularidades na concessão de crédito, especialmente envolvendo aposentados e pensionistas.
O caso expõe mais uma vez os riscos enfrentados por beneficiários do INSS diante de práticas abusivas no mercado de crédito consignado, um setor que movimenta bilhões de reais por ano e atinge principalmente idosos.